A informação que circula nos bastidores do meio policial é de que Beto Louco, apontado como um dos principais articuladores financeiros ligados ao crime organizado em São Paulo, estaria disposto a colaborar com as investigações.
De acordo com fontes próximas ao caso, a proposta em discussão seria revelar nomes de políticos envolvidos em um amplo esquema de lavagem de dinheiro, em troca de benefícios judiciais e de proteção pessoal. O objetivo seria preservar integrantes do PCC, poupando a facção de exposição direta nas delações, enquanto concentra as revelações sobre o elo político e empresarial do esquema.
Beto Louco é investigado por movimentações financeiras milionárias e por intermediar contratos suspeitos que teriam servido para escoar recursos ilícitos. A delação, caso seja formalizada, pode atingir nomes importantes da política nacional e causar desdobramentos em diferentes estados.
A Polícia Federal e o Ministério Público acompanham o caso em sigilo, e novas fases da investigação não estão descartadas.
